Willian Fernandes

O que mudou no Ruby 1.9

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Meu amigo Nando Vieira acabou de lançar mais um PDF da série HOWTO mostrando as mudanças do Ruby 1.9.

Por apenas R$ 10,00 você encontra um material completo e didático sobre as mudanças que ocorreram na nova versão do Ruby[bb] e as incompatibilidades que enfrentará ao migrar suas aplicações.

Além de ter sido escrito pelo Nando, o material teve seu conteúdo todo revisado pelo Luis Rocha. Ou seja, o material é bom!

Acabei de receber o e-mail com meu PDF e estou lendo ansiosamente, mas não poderia deixar de divulgar este trabalho aqui antes de ler.

Usando Ruby para trabalhar com datas

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Foi publicado como “Converter formato de data do MySQL para o formato BR, em uma linha de código só” usando PHP[bb], o DGMike mostrou como ficaria sua versão em Python[bb], eu até fiz minha contribuição lá mostrando como eu faria em Python usando um objeto datetime e agora resolvi fazer o mesmo em Ruby[bb], já que estou estudando essa linguagem:

data = '2008-08-12'
td = []
data.split('-').each{ |d| td << d.to_i}
d = DateTime.new(td[0], td[1], td[2])
ndata = d.strftime('%d/%m/%Y')

[ATUALIZADO]
Respondendo a pergunta do d3rf e aproveitando a dica do Caio Moritz:

'2008-08-12'.split('-').reverse.join('/')

Aguarde, em breve voltarei com o desenvolvimento em Python com PSE e SQLObject!!!

Desenvolvimento Web com Python, SQLObject e PSE – Parte 2

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Continuando o post anterior, vamos agora instalar e configurar nosso ambiente para começar o desenvolvimento com Python, SQLObject e PSE.

Vou assumir que você utiliza Ubuntu, ou qualquer outra distribuição Linux baseada no Debian. Caso você utilize outro Sistema Operacional, verifique na página oficial dos programas (veja no post anterior) como instalar cada um deles.

O Elcio publicou um post explicando, detalhadamente, como instalar o apache2, o mod_python e o PSE na versão 7.10 do Ubuntu, incluindo uma correção necessária para essa versão do Ubuntu.

Após executar os passos descritos pelo Elcio, falta apenas instalar o SQLObject:

sudo apt-get install python-sqlobject
[ATUALIZADO] Seguindo a dica do Elcio:
sudo apt-get install python-mysqldb python-setuptools
sudo easy_install sqlobject

Tudo instalado e configurado? Ok, agora vamos entender um pouco o funcionamento do PSE para depois desenvolvermos algo funcional.

O PSE trabalha com arquivos na extensão .pt, então vamos fazer um teste criando um arquivo chamado hello_world.pt no diretório do apache (no Ubuntu esse diretório fica em /var/www):

<?="Hello World"?>

As tags <? e ?> indicam a abertura e o fechamento de código Python e tags especiais do PSE, que veremos mais adiante.

Execute no navegador: http://localhost/hello_world.pt.

Vamos alterar agora nosso arquivo para integrar código Python com o PSE gerado:

hello_world.pt

<?= msg ?>

hello_world.py

import datetime
msg = "Hello Word<br>Hoje é %s" % datetime.date.today().strftime("%d/%m/%Y")

Execute novamente no navegador: http://localhost/hello_world.pt.

Perceba que escrevemos código Python normalmente e que o arquivo hello_world.pt identificou a variável msg e escreveu seu conteúdo na tela. Isso acontece porque o PSE integra automaticamente arquivos que tenham o mesmo nome, ou seja, ele sempre executara hello_world.py junto com hello_world.pt.

No próximo post mostrarei como trabalhar com includes no PSE e formulários. Prometo que os próximos posts não demorarão tanto quanto este. ;)

Retornando o último número (script JavaScript)

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O DGmike publicou o post Retornando o último número (script PHP), o Elcio mostrou a visão dele em Retornando o último número (script Python) e resolvi fazer o mesmo em JavaScript[bb]:

function ultimoNumero(str) {
    return str.match(/\d+/g).pop();
}

[UPDATE]

Uma simples correção para quando não for passado uma string e para quando a string for vazio ou não tiver números:

function ultimoNumero(str) {
    try {
        return str.match(/\d+/g).pop();
    } catch(e) {
        return '';
    }
}

Muito simples, não?

Desenvolvimento Web com Python, SQLObject e PSE – Parte 1

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Já faz um tempo que estou ensaiando para escrever sobre como desenvolvemos aplicações web[bb] lá na Visie. Nós utilizamos Python porque amamos essa linguagem e achamos uma dupla excelente para auxiliar no desenvolvimento Web. Estou falando do PSE e do SQLObject.

Existem muitas alternativas que permitem a criação de aplicações web com Python, mas a que irei apresentar nessa série de artigos é a que prefiro.

Primeiro explicarei do que se trata cada ingrediente que utilizaremos e depois como instalá-los, configurá-los e como utilizá-los.

Python
Uma linguagem dinâmica, interativa e orientada a objetos. Diferente de linguagens como o PHP[bb], Python possui tipagem forte, mas não necessita de declarações de variáveis. É uma linguagem interpretada e não compilada, como JAVA[bb] e DotNet[bb].

falei sobre Python anteriormente, citando exemplos comparativos com PHP. Mas se você ainda não conhece a linguagem e quiser aprender sobre ela, segue abaixo uma lista de sites que recomendo:

SQLObject
Trata-se de uma biblioteca de mapeamento objeto-relacional[bb] escrita em Python.
O objetivo do SQLObject é o mesmo do Hibernate[bb] para JAVA e do nHibernate para DotNet: permitir que as tabelas de um banco de dados sejam mapeadas e utilizadas como objetos dentro do programa.

Felizmente, o SQLObject possui uma documentação completa disponibilizada online.

PSE
É um framework escrito em Python que permite a publicação de páginas na web. Necessita do Apache e do mod_python instalados e configurados para funcionar.
Seu funcionamento é parecido com o Framework SmartyTemplate, feito para PHP. Mas ele vai muito além, pois nos permite: efetuar requisições de dados enviados por formulários (POST) e de QueryStrings (GET), a criação de Sessões e Cookies, a criação de tags customizadas (Custom Tags), a recuperação do IP do usuário, etc.

Maiores informações podem ser encontradas no site oficial e no manual.

 

Após apresentar os ingredientes necessários para a utilização do Python no desenvolvimento web, mostrarei como instalar e configurar todos os ingredientes para podermos colocar a mão na massa.
Para este post não ficar muito extenso, publicarei a instalação e a configuração em um próximo post.

O Fantástico Mundo do Python – Parte 1

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Gosto muito de programar, principalmente para Web. Sempre gostei muito de PHP e outras linguagens/tecnlogias do mundo Open Source, apesar de também ter trabalhado bastante com ASP/ASP.NET (C#) meu principal foco foi o mundo Open Source.

Há um pouco menos de um ano comecei a estudar Python e cada dia que passa meu interesse por essa linguagem aumenta mais e mais.

Assim que lancei o blog recebi alguns comentários e e-mails de pessoas pedindo conteúdo de Python, pois sempre ouvem falar desta linguagem e gostariam de saber como ela é. Por isso resolvi listar algumas diferenças entre Python e PHP (umas das linguagens mais usadas no Brasil).

Abaixo segue uma lista com algumas diferenças entre a sintaxe e a estrutura de dados do PHP e do Python:

1. Criando listas (arrays)

PHP

$numeros = array(1,2,3,4,5);
echo "O número " . $numeros[1] . " é segundo número da lista";

Python

numeros = [1,2,3,4,5]
print "O número %i é segundo número da lista" % numeros[1]

2. Criando dicionários (arrays associativos)

PHP

$numeros = array(
    "um" => 1,
    "dois" => 2,
    "tres" => 3,
    "quatro" => 4,
    "cinco" => 5
);
echo "O número " . $numeros["dois"] . " é segundo número da lista";

Python

numeros = {
    "um":1,
    "dois":2,
    "tres":3,
    "quatro":4,
    "cinco":5
}
print "O número %i é segundo número da lista" % numeros["dois"]

3. Percorrendo a lista (array)

PHP

$numeros = array(1,2,3,4,5);
for ($i = 0; $i &lt; count($numeros); $i++) {
    echo $numeros[$i];
}

Python

numeros = [1,2,3,4,5]
for i in numeros:
    print i

4. Verificando se uma chave existe em um dicionário (array associativo)

PHP

$numeros = array(
    "um" => 1,
    "dois" => 2,
    "tres" => 3,
    "quatro" => 4,
    "cinco" => 5
);
if (array_key_exists("um", $numeros)) {
    echo "A chave existe";
}

Python

numeros = {
    "um":1,
    "dois":2,
    "tres":3,
    "quatro":4,
    "cinco":5
}
if numeros.has_key("um"):
    print "A chave existe"

5. Replaces em String

PHP

$titulo = "{NOME} e o Pé de Feijão";
$titulo = str_replace("{NOME}", "João", $titulo);
//Ou, para simplicar em uma única linha
$titulo = str_replace("{NOME}", "João", "{NOME} e o Pé de Feijão");

Python

titulo = "{NOME} e o Pé de Feijão"
titulo = titulo.replace("{NOME}", "João")
#Ou, para simplicar em uma única linha
titulo = "{NOME} e o Pé de Feijão".replace("{NOME}", "João")

6. Escrevendo uma parte da String

PHP

$titulo = "João e o Pé de Feijão";
echo substr($titulo, 9, 2);

Python

titulo = "João e o Pé de Feijão"
print titulo[9:11]

7. Verificando tipo da variável

PHP

$var = "Teste";
if (is_array($var)) {
    echo "É array";
}
elseif (is_string($var)) {
    echo "É string";
}
elseif (is_integer($var)) {
    echo "É inteiro";
}

Python

var = "Teste"
if type(var) == list:
    print "É array"
elif type(var) == str:
    print "É string"
elif type(var) == int:
    print "É inteiro"

8. Estrutura de controle

PHP

$n = 4;
if ($n == 1) {
    echo "Um";
}
elseif ($n == 2) {
    echo "Dois";
}
else {
    echo "Maior que dois";
}

Python

n = 4
if n == 1:
    print "Um"
elif n == 2:
    print "Dois"
else:
    print "Maior que dois"

9. Definindo funções

PHP

function Teste() {
    echo "teste";
}
Teste();

Python

def Teste():
    print "teste"
Teste()

10. Definindo classes

PHP

class TestePai {
}
class Teste extends TestePai {
    public function __construct() {
        echo "Esta é a classe Teste que faz herança da classe TestePai.";
    }
}
$t = new Teste();

Python

class TestePai:
    pass
class Teste(TestePai):
    def __init__(self):
        print "Esta é a classe Teste que faz herança da classe TestePai.";
t = Teste()

Perceba que, em todos os casos, acabamos escrevendo menos código em Python do que em PHP. Isso por que em Python temos uma estrutura de dados mais simples e sua forma de trabalhar sempre com objetos facilita muito a vida do programador. Ao invés de ficarmos decorando milhares de funções em PHP, decoramos somente alguns métodos em Python.

Particularmente, acho mais fácil decorar métodos do que funções, isso porque os métodos se diferenciam entre os tipos de objetos disponíveis na linguagem. Além disso, se eu estiver com dúvida se algum método existe ou não em determinado objeto, basta utilizar a função dir:

>>> minha_lista = [1,2,3,4]
>>> dir(minha_lista)
['__add__', '__class__', '__contains__', '__delattr__', '__delitem__', '__delslice__', '__doc__', 
'__eq__', '__ge__', '__getattribute__', '__getitem__', '__getslice__', '__gt__', '__hash__', 
'__iadd__', '__imul__', '__init__', '__iter__', '__le__', '__len__', '__lt__', '__mul__', 
'__ne__', '__new__', '__reduce__', '__reduce_ex__', '__repr__', '__reversed__', '__rmul__', 
'__setattr__', '__setitem__', '__setslice__', '__str__', 'append', 'count', 'extend', 'index', 
'insert', 'pop', 'remove', 'reverse', 'sort']
>>> lista.sort()

Ao digitar a função dir() passando como parâmetro o objeto minha_lista, podemos ver todos os método que um objeto do tipo list possui.

Em posts futuros colocarei exemplos mais complexos, e quem sabe envolvendo outras linguagens também…

Você pode sugerir um exemplo, basta escrever nos comentários…